A Itália foi um dos países que mais enviaram gente ao mundo. Entre 1876 e 1915 saíram cerca de 14 milhões de italianos e, desde a Unificação, quase 30 milhões, segundo a Fundação Migrantes. O Brasil foi um dos grandes destinos.

Imigração italiana no Brasil
- Entre 1876 e 1920 chegaram ao Brasil cerca de 1,24 milhão de italianos; em cerca de cem anos, foram uns 1,6 milhão, e pelo menos 1 milhão ficou no país (IBGE, 1958). O auge foi a década de 1891–1900.
- A maior parte foi para o estado de São Paulo, sobretudo para as fazendas de café; outros formaram colônias no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, no Espírito Santo e em Minas Gerais.
- A maioria vinha do norte da Itália, principalmente do Vêneto. O primeiro navio citado, o La Sofia, chegou a Vitória (ES) em 1874.
Por que saíram, e por que o Brasil
Depois da unificação, boa parte do campo italiano vivia com pouca terra, impostos altos e crises agrícolas, e a emigração virou saída para milhões de famílias. No Brasil, o fim da escravidão (1888) aumentou a procura por mão de obra nas fazendas de café, e programas de passagem subsidiada atraíram famílias inteiras, especialmente para São Paulo.
Imigração italiana no mundo
Além do Brasil, os italianos foram em massa para a Argentina, os Estados Unidos, o Uruguai, a Venezuela, a França, a Suíça, a Alemanha e a Austrália. Hoje, o registro dos italianos que vivem no exterior (AIRE) tem cerca de 6,4 milhões de pessoas (1º/01/2025), segundo o Rapporto Italiani nel Mondo 2025.
E a história da sua família?
Se você quer descobrir quando e de onde o seu ancestral veio, comece pelos documentos de imigração e pelos registros de nascimento e casamento. Veja os guias de pesquisa genealógica e de documentos para a cidadania.

