A Itália tem 20 regiões, e cada uma tem história, dialeto e cozinha próprios. Cinco têm estatuto especial de autonomia: Sicília, Sardenha, Trentino-Alto Ádige, Vale d'Aosta e Friuli-Venécia Júlia. Para quem tem ancestral italiano, saber a região de origem ajuda na pesquisa de documentos; para quem viaja, ajuda a escolher o que ver e o que comer.

A Itália em cinco áreas
Noroeste
Piemonte, Vale d'Aosta, Lombardia e Ligúria. Indústria, moda, vinhos nobres, lagos e a Riviera Ligure.
Nordeste
Trentino-Alto Ádige, Vêneto, Friuli-Venécia Júlia e Emília-Romanha. Dolomitas, Veneza, Bolonha e uma cozinha farta.
Centro
Toscana, Úmbria, Marche e Lácio. Florença, Roma, colinas, vilarejos medievais e o berço da língua italiana.
Sul
Abruzzo, Molise, Campânia, Puglia, Basilicata e Calábria. Nápoles, Amalfi, Matera, trulli e a cozinha do azeite e do tomate.
Ilhas
Sicília e Sardenha. Autonomia própria, praias, ruínas gregas e um dialeto (ou língua) muito particular.
As 20 regiões em resumo
| Região | Capital | Para conhecer | Para provar | Para beber |
|---|---|---|---|---|
| Abruzzo | L'Aquila | Parque Nacional do Gran Sasso | arrosticini | Montepulciano d'Abruzzo |
| Basilicata | Potenza | Sassi de Matera | peperoni cruschi | Aglianico del Vulture |
| Calábria | Catanzaro | Costa Tirrenica | 'nduja | Cirò |
| Campânia | Nápoles | Pompeia e Costa Amalfitana | pizza napoletana | Taurasi |
| Emília-Romanha | Bolonha | Pórticos de Bolonha | tortellini | Lambrusco |
| Friuli-Venécia Júlia | Trieste | Trieste e Udine | prosciutto di San Daniele | Friulano |
| Lácio | Roma | Roma e o Vaticano | carbonara | Frascati |
| Ligúria | Gênova | Cinque Terre | pesto alla genovese | Vermentino |
| Lombardia | Milão | Duomo e Lago de Como | risotto alla milanese | Franciacorta |
| Marche | Ancona | Urbino | olive all'ascolana | Verdicchio |
| Molise | Campobasso | Vilarejos do interior | cavatelli | Tintilia |
| Piemonte | Turim | Turim e as Langhe | vitello tonnato | Barolo |
| Puglia | Bari | Alberobello e os trulli | orecchiette | Primitivo |
| Sardenha | Cagliari | Praias e nuraghi | porceddu | Cannonau |
| Sicília | Palermo | Vale dos Templos e Etna | arancini | Nero d'Avola |
| Toscana | Florença | Florença, Pisa e Siena | bistecca alla fiorentina | Chianti Classico |
| Trentino-Alto Ádige | Trento | Dolomitas | canederli | Teroldego |
| Úmbria | Perúgia | Assis e Orvieto | trufa negra | Sagrantino di Montefalco |
| Vale d'Aosta | Aosta | Mont Blanc e Cervino | fonduta | Petite Arvine |
| Vêneto | Veneza | Veneza e Verona | risi e bisi | Prosecco |
Uma sugestão por região, entre muitas possíveis. Veja mais em Comer e beber.
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De onde vieram os imigrantes italianos no Brasil
A maioria dos italianos que vieram ao Brasil era do norte da Itália, principalmente do Vêneto; o primeiro navio citado, o La Sofia, chegou a Vitória (ES) em 1874 com imigrantes de Trento e do Vêneto. Também vieram muitos da Lombardia, da Campânia, da Calábria e de outras regiões. Os números mudam conforme a fonte; veja a página de imigração italiana.
Como descobrir a região e o comune do seu ancestral
O ponto de partida é o documento de imigração, o registro de nascimento ou o de casamento do ancestral, que costumam trazer o comune de origem. Veja nossos guias de pesquisa genealógica e de como provar a cidadania pelo bisavô.
- Reúna o que a família tem: certidões, passaportes, cartas, fotos e o nome completo do ancestral (com as grafias possíveis).
- Procure a ficha de chegada: o Museu da Imigração do Estado de São Paulo mantém um banco de dados de imigrantes que passaram pela Hospedaria.
- Pesquise nos arquivos italianos: o portal Antenati, do Ministério da Cultura da Itália, reúne registros civis digitalizados por comune.
- Use bases genealógicas gratuitas, como o FamilySearch, para cruzar nomes e datas.

