A Itália é um dos destinos que mais crescem entre brasileiros: reservas de experiências na Itália por brasileiros subiram cerca de 40% entre janeiro e agosto de 2026, segundo a Civitatis. Aqui está o essencial para planejar sem susto: documentos, roteiros, cidades, época, transporte e custos que pegam de surpresa.

Documentos para entrar
- Visto: não é necessário para turismo de até 90 dias em 180 dias.
- Passaporte: válido por pelo menos 3 meses depois da data prevista de saída do espaço Schengen e emitido há menos de 10 anos.
- EES: o registro eletrônico de entradas e saídas começou em 12/10/2025 e funciona em todas as fronteiras desde 10/04/2026; você será fotografado e terá as digitais coletadas na primeira entrada.
- ETIAS: ainda não está em funcionamento e não tem data de início anunciada; a UE avisará com meses de antecedência. Sites que oferecem emissão hoje não são oficiais.
Três roteiros para começar
Clássico (10 a 12 dias)
Roma → Florença → Veneza, com um desvio para a Toscana. Bom para a primeira viagem: monumentos, museus e trens rápidos entre as cidades.
Sul e costa (8 a 10 dias)
Nápoles → Pompeia → Costa Amalfitana, com Sorrento e Capri. Mais calor, mais mar e a cozinha napolitana.
Norte e lagos (7 a 9 dias)
Milão → Lago de Como → Verona. Moda, arquitetura, lagos e o norte industrial, sem pressa.
As cidades que mais cresceram nas reservas: Roma (+42%), Florença (+33%) e Nápoles (+31%); Sorrento teve alta de 158%.
O que ver em cada cidade
Roma
Coliseu, Fórum Romano, Panteão, Fontana di Trevi e o Vaticano. Reserve museus com antecedência.
Florença
Duomo, Galleria degli Uffizi, Ponte Vecchio e a Galleria dell'Accademia (o Davi, de Michelangelo).
Veneza
Praça San Marco, Gran Canal, Rialto e as ilhas de Murano e Burano.
Milão
Duomo, Galleria Vittorio Emanuele II e a Última Ceia, de Leonardo (reserva obrigatória).
Nápoles
Centro histórico, Museu Arqueológico e a pizza napoletana; ponto de partida para Pompeia e Amalfi.
Bolonha
Pórticos, Torri e a mesa da Emília-Romanha: tortellini, ragù e mortadella.
Melhor época
Primavera (abril a junho) e início do outono (setembro e outubro) têm clima ameno e menos calor que o verão. Julho e agosto concentram turistas e calor forte em cidades como Roma e Florença; no sul e nas ilhas é a época de praia. O inverno é mais barato e vazio, com neve nos Alpes e nos Dolomitas.
Como se locomover
- Trem: os trens de alta velocidade (Frecciarossa e Italo) ligam as grandes cidades; compre cedo para pagar menos. Nos trens regionais com bilhete de papel, é preciso validar o bilhete na máquina antes de embarcar.
- Carro: útil na Toscana, nas Dolomitas e no sul, mas as ZTL (zonas de tráfego limitado) dos centros históricos geram multas automáticas.
- Voos domésticos e balsas: bons para Sicília, Sardenha e ilhas.
Custos e taxas que surpreendem
- Tassa di soggiorno: taxa municipal por pessoa e por noite, cobrada na hospedagem; o valor varia de cidade para cidade.
- Coperto: cobrança por pessoa em muitos restaurantes; costuma estar no cardápio.
- Ingressos: museus muito procurados esgotam; reserve com antecedência.
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Dicas práticas
- Reserve com antecedência museus muito procurados (Vaticano, Galleria dell'Accademia, Última Ceia em Milão).
- Ande com o passaporte (a polícia pode pedir um documento de identidade), guarde uma cópia digital e tenha seguro viagem.
- Cuidado com batedores de carteira em pontos turísticos e no transporte lotado.
- Almoço costuma ser entre 12h e 14h30; o jantar começa mais tarde que no Brasil.